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Outras Margens / Autres Marges

A vitalidade dos espaços de língua portuguesa / La vitalité des espaces de langue portugaise

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Edited By Marie-Arlette Darbord

Cet ouvrage traite de « marges » à partir du point de vue de Laurent Mattiusi qui considère que « se situer en marge d’un lieu ne consiste pas à rompre avec lui sans retour, mais à prendre du recul pour voir sous l’angle de l’autre ». Les auteurs abordent ici la relation entre les pays de langue portugaise, relation définie par Édouard Glissant comme une éthique de l’altérité, comme la projection d’un renouveau. Sont examinées l’évolution de la langue, l’imaginaire littéraire ou artistique, l’histoire croisée de ces pays ou le métissage des cultures. Toutes ces façons d’aborder la question dévoilent une vitalité et une richesse incontestables. L’ouvrage permet de réfléchir à la multiplicité des échanges entre plusieurs continents, dessinant peut-être les traces d’une nouvelle mondialité enrichie par une éthique de la relation.

Esta obra fala de « margens » a partir do ponto de vista de Laurent Mattiusi que considera que « situar-se na margem dum lugar não consiste em afastar-se dele sem regresso, mas recuar para ver na perspectiva do outro ». Os autores abordam aqui a relação entre os países de língua portuguesa, relação definida por Édouard Glissant como uma ética da alteridade, como a projecção dum renascimento. São examinadas a evolução da língua, o imaginário literário ou artístico, a história cruzada desses países ou a mestiçagem das culturas. Todas estas formas de abordar a questão revelam uma vitalidade e uma riqueza incontestáveis. A obra permite de refletir na multiplicidade das permutas entre vários continentes, desenhando talvez as marcas duma nova mundialidade enriquecida por uma ética da relação.

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Itinerâncias urbanas e nomadismo dos artistas (Bárbara Freitag)

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Itinerâncias urbanas e nomadismo dos artistas

Bárbara FREITAG

Universidade de Brasília

Meu relato sobre as itinerâncias urbanas toma como paradigma a cidade-fortaleza de Mazagão, fundada em 1516 pelos portugueses na costa da África (hoje Marrocos) que foi cercada e tomada pelos mouros infiéis em 1769. Essa última bastião cristã portuguesa na África foi então abandonada e implodida pelos portugueses a mando do Marquês de Pombal. Sua população (ca de 2.000 almas, entre fidalgos, soldados mercenários, mulheres e crianças) com todos seus pertences (animais, canhões, pedras, instalações de altares, santos, castiçais em ouro e prata etc.) foram buscados em 14 navios primeiro para Lisboa, onde os mazaganenses e seus pertences permaneceram nos Jerônimos por quase meio ano, aguardando seu destino final: o seu envio para o Brasil com a intenção de assentá-los em uma nova cidade-fortaleza, ainda a ser construída: a Nova Mazagão, situada na Amazônia (na confluência dos rios Matuacá e Amazonas). Em Belém do Pará, aguardava-os nova espera. Os primeiros assentamentos começaram em 1770, mas somente progrediram lentamente. Alguns mazaganenses debandaram, outros, foram sendo dizimados pelas doenças tropicais e seus bens deteriorados por falta de abrigos adequados. Os sobreviventes pediram autorização para voltar a Portugal, pedido que lhes foi negado mas suas pensões continuaram sendo pagas até o período da Reg...

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