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Outras Margens / Autres Marges

A vitalidade dos espaços de língua portuguesa / La vitalité des espaces de langue portugaise

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Edited By Marie-Arlette Darbord

Cet ouvrage traite de « marges » à partir du point de vue de Laurent Mattiusi qui considère que « se situer en marge d’un lieu ne consiste pas à rompre avec lui sans retour, mais à prendre du recul pour voir sous l’angle de l’autre ». Les auteurs abordent ici la relation entre les pays de langue portugaise, relation définie par Édouard Glissant comme une éthique de l’altérité, comme la projection d’un renouveau. Sont examinées l’évolution de la langue, l’imaginaire littéraire ou artistique, l’histoire croisée de ces pays ou le métissage des cultures. Toutes ces façons d’aborder la question dévoilent une vitalité et une richesse incontestables. L’ouvrage permet de réfléchir à la multiplicité des échanges entre plusieurs continents, dessinant peut-être les traces d’une nouvelle mondialité enrichie par une éthique de la relation.

Esta obra fala de « margens » a partir do ponto de vista de Laurent Mattiusi que considera que « situar-se na margem dum lugar não consiste em afastar-se dele sem regresso, mas recuar para ver na perspectiva do outro ». Os autores abordam aqui a relação entre os países de língua portuguesa, relação definida por Édouard Glissant como uma ética da alteridade, como a projecção dum renascimento. São examinadas a evolução da língua, o imaginário literário ou artístico, a história cruzada desses países ou a mestiçagem das culturas. Todas estas formas de abordar a questão revelam uma vitalidade e uma riqueza incontestáveis. A obra permite de refletir na multiplicidade das permutas entre vários continentes, desenhando talvez as marcas duma nova mundialidade enriquecida por uma ética da relação.

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Cabo Verde: o sentido da arte hoje como projecto educativo, o desafio de uma escola de arte (Leão Lopes)

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Cabo Verde: o sentido da arte hoje como projecto educativo, o desafio de uma escola de arte

Leão LOPES

M_EIA, Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura – Cabo Verde

O cabo-verdiano terá percepcionado o seu mundo, integrar-se nele e interpretá-lo, mais através da música e da poesia que de outras expressões de alma. Talvez por isso Cabo Verde seja também conhecido por um país de música e de poesia.

Se no campo da poesia se pode considerar que essa percepção de um mundo mais largo para além do seu, restrito e quotidianamente fustigado por caprichos vários da história e da geografia, em boa parte se deve a uma tradição educativa formal ancorada nas letras – lembramos o papel do Seminário-Liceu de S. Nicolau e mais tarde o Liceu Gil Eanes –, na música, a mais pujante e produtiva manifestação criativa dos cabo-verdianos, o país se sente e se expressa graças a uma tradição oral fortemente enraizada nas ilhas, sem suporte de qualquer instituição de educação formal.

Porque é que até agora o arquipélago não se empenhou seriamente numa educação artística formal, valorizando o importante património que acumula na música e noutras expressões, é assunto que merece apuro e melhor compreensão.

Se na música a inquietação...

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