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Interacciones entre las literaturas ibéricas

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Edited By Francisco Lafarga, Luis Pegenaute and Enric Gallén

Este libro recoge aquellas contribuciones al Congreso internacional Las relaciones entre las literaturas ibéricas (Universitat Pompeu Fabra en colaboración con la Universitat de Barcelona, 18-20 de junio de 2009) que se ocupan de analizar las interacciones entre las literaturas ibéricas. Reúne numerosos trabajos que inciden plenamente en distintos fenómenos vinculados con las denominadas, de manera general, relaciones literarias, y que contemplan aspectos como la mediación literaria y cultural, la recepción crítica o la intertextualidad, tanto desde el punto de vista bilateral como multilateral. Las restantes contribuciones al congreso se encuentran en otros dos volúmenes de esta colección: Traducción y autotraducción en las literaturas ibéricas y Relaciones entre las literaturas ibéricas y las literaturas extranjeras.

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Emilia Pardo Bazán e a literatura portuguesa 47

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Emilia Pardo Bazán e a literatura portuguesa ANTÓNIO APOLINÁRIO LOURENÇO* Universidade de Coimbra O interesse de Emilia Pardo Bazán pela literatura portuguesa tem raízes bastantes profundas. Entre 4 de Março e 25 de Outubro de 1880, D. Emilia dirigiu, na Corunha, uma publicação (inicialmente semanal e de- pois quinzenal) intitulada Revista de Galicia. Tratando-se de uma revista galega e publicada no ano correspondente ao tricentenário da morte de Camões, o poeta épico luso foi também naturalmente objecto da atenção da Revista de Galicia. As referências à efeméride estão presentes em vários números da publicação, mas é no n.º 12, correspondente a 25 de Junho, que se concentram os textos sobre o épico, ao qual são dedicadas oito páginas, não faltando sequer uma surpreendente homenagem poética de Pardo Bazán a Camões.1 Entre essas oito páginas figurava uma “Revista literaria portuguesa”, a cargo de Lino de Macedo, que passaria a ser uma secção habitual desta publicação. É ainda na sequência das comemorações camonianas que acaba por estalar uma polémica entre o responsável da secção bibliográfica da Revista de Galicia, Torre-Cores, e uma entidade a que a revista chama “escuela realista portuguesa”, representada neste debate pelo crítico literário do Jor- nal de Viagens, do Porto, e pelo poeta hoje esquecido Cunha Viana (n.os 15 e 17, respectivamente de 10 de Agosto...

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