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Interacciones entre las literaturas ibéricas

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Edited By Francisco Lafarga, Luis Pegenaute and Enric Gallén

Este libro recoge aquellas contribuciones al Congreso internacional Las relaciones entre las literaturas ibéricas (Universitat Pompeu Fabra en colaboración con la Universitat de Barcelona, 18-20 de junio de 2009) que se ocupan de analizar las interacciones entre las literaturas ibéricas. Reúne numerosos trabajos que inciden plenamente en distintos fenómenos vinculados con las denominadas, de manera general, relaciones literarias, y que contemplan aspectos como la mediación literaria y cultural, la recepción crítica o la intertextualidad, tanto desde el punto de vista bilateral como multilateral. Las restantes contribuciones al congreso se encuentran en otros dos volúmenes de esta colección: Traducción y autotraducción en las literaturas ibéricas y Relaciones entre las literaturas ibéricas y las literaturas extranjeras.

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De discípulo a mestre, a lição de Manuel Laranjeira 413

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De discípulo a mestre, a lição de Manuel Laranjeira MARIA DE LOURDES PEREIRA Universitat de les Illes Baleares À medida que avançamos pelo século XXI vamos consolidando a ideia de que somos uma geração de transição, imersa num mundo de constantes evoluções ao mesmo tempo que, paradoxalmente, como indivíduos de um mundo moderno, habitantes de uma aldeia global, nos sentimos deso- rientados, deslocados, como seres sem rumo, pelo que esse sentimento de transição facilmente assumirá um sentido contraproducente. Se o concei- to de transição nos remete normalmente para uma mudança directa entre estádios, o indivíduo actual sente-se imerso numa evolução em espiral, marcada por etapas de dispersão que o arrastam para o desânimo e para a angústia, uma vez que não é capaz de vislumbrar uma perspectiva de futu- ro definida e fixa, mas antes instável e muitas vezes acidental. Perante esta realidade, surge uma das primícias vitais para a nossa sociedade contem- porânea; a necessidade de estabelecer diálogos efectivos que nos permitam não só conhecer o outro, como consolidar também a nossa própria identi- dade. Esses diálogos surgem tanto numa perspectiva sincrónica, como diacrónica, pois, imersos num verdadeiro exercício autognoseológico, só esta lhe permitirá desenvolver uma consciência a propósito da realidade vital que lhe tocou viver, e em que as coordenadas de tempo e de espaço interagem constantemente...

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