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Calvet de Magalhães: Pensamento e Acção

Isabel Maria Freitas Valente

O presente livro pretende evidenciar até que ponto o pensamento e a acção do Embaixador José Thomaz Calvet de Magalhães (1915–2004), pioneiro da chamada diplomacia económica e um dos protagonistas da nossa adesão à Europa, foram importantes nesse processo.
Visa-se, ainda, demonstrar que a procura de um caminho europeu para Portugal e de uma relação sólida com os Estados Unidos se constituiu como parte essencial da sua actividade diplomática e intelectual, como campo de aplicação do exercício da diplomacia pura. Neste quadro, não deixa de ser importante relevar que essa procura de uma certa abertura de Portugal à Europa e ao mundo ocorre, numa época e num país ainda marcados, na sua política externa e de segurança, pelo pensamento geopolítico atlantista ou pelo isolacionismo nacionalista.
Ao analisarmos a vida e obra deste diplomata descobrimos o sinete do liberalismo, do humanismo kantiano e da interculturalidade. Pensamento e voz que, ontem como hoje, continuam de viva actualidade, que souberam aliar a graça do estilo à elevação do seu ideal – a diplomacia como sinónimo de paz e o caminho euro-atlântico para Portugal. Calvet de Magalhães foi protagonizando a história da participação de Portugal nos movimentos europeus, sempre crítico em relação ao desinteresse manifestado pelos portugueses relativamente aos assuntos europeus, lastimando a hostilidade e a descrença das autoridades políticas.

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Este livro reproduz, de forma sintética, a dissertação de doutoramento em Altos Estudos Contemporâneos (História Contemporânea, Estudos Internacionais Comparativos) defendida, em 2012, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Para que este trabalho fosse possível contámos com o apoio, com o estímulo e incentivo de amigos que nunca nos faltaram. Queremos, por isso, deixar aqui bem expresso o nosso testemunho de profunda gratidão à Professora Doutora Maria Manuela Tavares Ribeiro, exemplo como académica e historiadora, que nos acompanha, desde 2001, quando aceitou orientar a nossa dissertação final no âmbito do Master in European Studies – “O Processo de Construção Europeia”, renovando a confiança depositada, aceitando com prontidão a responsabilidade da orientação da tese de Mestrado em Estudos Europeus e que acedeu, uma vez mais, com toda a disponibilidade, saber e experiência ser a orientadora científica desta dissertação de doutoramento. Muito ficamos a dever ao seu conhecimento, ao seu talento de investigadora, ao rigor de docente universitária, à exigência constante, à segurança ímpar da sua orientação científica, dando-nos preciosas sugestões de trabalho, discutindo connosco a problemática inerente às várias etapas da tese, enriquecendo-a com sugestões de leitura e ampliando sempre os horizontes. O produto final muito deve aos seus comentários sempre atentos e às suas críticas estimulantes. Não podemos deixar, ainda, de agradecer muito penhoradas a calorosa amizade que nunca nos recusou e de...

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