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A tradução em movimento

Figurações do traduzir entre culturas de Língua Portuguesa e culturas de Língua Alemã

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Edited By Susana Kampff Lages, Johannes Kretschmer and Kathrin Sartingen

Para germanistas atuantes em países lusófonos ou lusitanistas em países de língua alemã, a tradução é ferramenta diária e essencial ao trabalho. Mas como tornar essa prática objeto de investigação sistemática? De que forma a tradução e seus desafios auxiliam o pesquisador que opera no campo dos estudos literários? Esta coletânea constitui uma reunião de estudos que tomam a tradução, sua prática, seus desafios e questionamentos, como ponto de partida para abordar temas caros aos estudos literários e culturais. A partir do estudo da obra de autores como Haroldo de Campos, Jorge de Sena, Vilém Flusser, Franz Kafka, Walter Benjamin, entre outros, os autores buscam refletir sobre o papel das relações entre tradução, exílio, identidade, história e filosofia.

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“Todo passado merece ser devorado”. Algumas reflexões sobre a antropofagia da tradução (Melanie P. Strasser)

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Melanie P. Strasser

“Todo passado merece ser devorado”. Algumas reflexões sobre a antropofagia da tradução

1- Preliminares: Ruínas

A tradução enquanto modo de ler o outro nunca pode ignorar a trama de relações de poder na qual está entretecida. Ler, atribuir significados, consolidar uma leitura e não outra, traduzir, são necessariamente uma forma de exercício de poder. Nunca é um espaço neutro, mas está sempre ligado à questão do poder, e com isso, a uma postura ética. É impossível, portanto, encontrar e enfrentar o outro nesse espaço sem deixar rastros, traços, marcas.1

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