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Antropofagias: um livro manifesto!

Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade

Edited By Eduardo Jorge De Oliveira, Pauline Bachmann, Dayron Carrillo Morell and André Masseno

Inseparável da personalidade de Oswald de Andrade e da sedição implícita em seu chamado para a "absorção do sagrado inimigo", o "Manifesto Antropófago" (1928) representa uma das mais arrumadas alegações do modernismo literário no Brasil. Antropofagias: um livro manifesto! convida a (re)ler as diretrizes antropológicas do pensamento oswaldiano e suas declinações nas artes e letras brasileiras. Sem pretender ser um documento histórico, o caráter manifesto deste volume visa marcar uma presença na análise do consumo cultural que distingue a produção de conteúdo estético do Modernismo, com ensaios que abordam a validade e as mutações epistemológicas de um texto em constante diálogo com os contextos crítico-históricos em que se desenvolveu a noção do que significa ser antropófago.

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Quelques visages de Paris (1925) de Vicente do Rego MonteiroOs roteiros tortuosos da história da arte: (Lena Bader)

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Lena Bader

Os roteiros tortuosos da história da arte

Resumo: O presente estudo se organiza entorno de uma publicação de Vicente do Rego Monteiro: o livro de artista Quelques visages de Paris, que se apresenta como narrativa de viagem de um “chefe selvagem”, traduzido em versos e em imagens. Publicado em 1925, essa publicação pode ser vista em estreita relação com o “Manifesto Antropófago”, com o qual ele compartilha diversos aspectos importantes, mesmo se o percurso de Rego Monteiro, esse “brasileiro da França”, é bem distinto daquele dos Modernistas mais conhecidos de São Paulo. No entanto, eles se encontram no interesse mútuo por uma história não apenas anacrônica, mas sobretudo transversal.

Palavras-chave: Vicente do Rego Monteiro, Modernismo brasileiro, Paris. 

“Nosso problema é de classificação. Toda ciência está baseada na classificação” (Lebensztejn, 1999: 13).1 Em seu artigo “Solo”, Jean-Claude Lebensztejn coloca desde o princípio o problema epistemológico ao qual vem se debruçando: a história da arte se constrói seguindo categorias, dados e autores que apresentam pesadas definições de consequências, chegando, às vezes, até a criar confusão entre as obras e seus criadores: “A partir de uma série de imperceptíveis transposições, o historiador parte da distinção de pessoas para inferir que as obras são distintas” (Lebensztejn, 1999: 31). A história de arte moderna no Brasil, do Modernismo,...

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