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Antropofagias: um livro manifesto!

Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade

Edited By Eduardo Jorge De Oliveira, Pauline Bachmann, Dayron Carrillo Morell and André Masseno

Inseparável da personalidade de Oswald de Andrade e da sedição implícita em seu chamado para a "absorção do sagrado inimigo", o "Manifesto Antropófago" (1928) representa uma das mais arrumadas alegações do modernismo literário no Brasil. Antropofagias: um livro manifesto! convida a (re)ler as diretrizes antropológicas do pensamento oswaldiano e suas declinações nas artes e letras brasileiras. Sem pretender ser um documento histórico, o caráter manifesto deste volume visa marcar uma presença na análise do consumo cultural que distingue a produção de conteúdo estético do Modernismo, com ensaios que abordam a validade e as mutações epistemológicas de um texto em constante diálogo com os contextos crítico-históricos em que se desenvolveu a noção do que significa ser antropófago.

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Antropofagias simbólicas e canibalismos ausentesAnotações para uma redefinição do nexo Futurismo-Modernismo: (Sara Ferrilli)

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Sara Ferrilli

Anotações para uma redefinição do nexo Futurismo-Modernismo

Resumo: No período entre a Semana de arte moderna e a publicação do “Manifesto Antropófago” por Oswald de Andrade, Filippo Tommaso Marinetti havia viajado para a América do Sul visitando a Argentina e o Brasil em 1926. Embora ele mesmo tivesse descrito a Semana como uma “manifestação futurista”, sua visita ao Brasil causou algumas perplexidades na imprensa contemporânea, pois Marinetti já havia aderido publicamente ao fascismo ao assinar, em 1925, o “Manifesto dos intelectuais fascistas” elaborado por Giovanni Gentile. A década de 1920 representou um momento de transição no delineamento de duas formas opostas de entender a literatura e suas implicações sócio-políticas, esse estudo compara os manifestos do modernismo brasileiro e do futurismo italiano, a fim de identificar quais elementos programáticos produziram a base desta ruptura. Em particular, serão apresentadas algumas indicações sobre o recurso ao primitivismo e o culto ao progresso como elementos essenciais para compreender plenamente a extensão das divergências, com a intenção de apresentar algumas primeiras hipóteses para uma recepção “negativa” do Futurismo entre os modernistas brasileiros.

Palavras-chave: Modernismo, Futurismo, Cânone Literário, Filippo Tommaso Marinetti, Oswald de Andrade.

Se devemos indicar um momento em que a metáfora canibal faz seu ingresso disruptivo na cultura literária italiana, o exemplo mais célebre é certamente o da antologia...

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