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Espaços, tempos e vozes da tradução

Entre literaturas e culturas de língua portuguesa e língua alemã

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Edited By Kathrin Sartingen and Susana Kampff Lages

A tradução é tanto um recurso indispensável à sobrevivência, quanto o fundamento de novos mundos, materiais e imateriais. A dimensão ontológica e fenomenológica da tradução é desdobrada nos ensaios reunidos neste livro por pesquisadores dedicados à prática da tradução para dela extrair consequências teórico- críticas. Os textos aqui reunidos focalizam traduções intermediais, entre lugares físicos e figurados e entre línguas. Num mundo globalizado, onde novas mídias e linguagens surgem a todo instante, traduzir não só línguas mas também universos culturais complexos é tarefa a ser sempre de novo reproposta. É essa faceta da tradução que os textos desta coletânea apresentam a partir de uma renovada perspectiva que atualiza teorizações clássicas. A dimensão criativa e inventiva da tradução é mais uma vez lembrada e aqui apresentada como indispensável à superação dos desafios a vir.

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Espaços, tempos e vozes da tradução: Entre literaturas e culturas de língua portuguesa e língua alemã

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Espaços, tempos e vozes da tradução: com esta coletânea propomos o exame de obras de autores de expressão portuguesa e alemã sob o prisma de múltiplos deslocamentos subjetivos e espaço-temporais e das resultantes transformações operadas pela tradução enquanto processo transcultural e transdisciplinar. Com isso, busca-se ressaltar fluxos e passagens de uma cultura a outra, de uma língua a outra, em respeito ao dinamismo que caracteriza a prática da tradução. Busca-se assim, evitar as polarizações e as identidades estanques para obter, pelo contraste, figuras mais matizadas e mais sugestivas para uma reflexão no campo dos estudos da tradução, tal como realizados em diferentes constelações das letras e das culturas de língua portuguesa e alemã. Destacam-se aqui as noções de multilinguismo, multiculturalismo, hibridismo, que, de modos diversos, são aqui reelaboradas.

Tempo, espaço e pontos de vista – vozes – são desde sempre categorias centrais a orientar a reflexão sobre textos literários, como bem sabemos graças a, entre outros, estudos exemplares como os de Gérard Genette (1966) ou Paul Ricœur (1984/85). São precisamente tais eixos categoriais a dar ao tecido textual sua configuração, sua forma: vozes constroem espaços, instauram lugares ou mesmo, sobretudo em nossa contemporaneidade dos múltiplos trânsitos, desenham entre-lugares, espaços por definição intersticiais. Analogamente, múltiplas vozes encenam e remetem a múltiplos estratos e conexões temporais. Assim...

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