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Espaços, tempos e vozes da tradução

Entre literaturas e culturas de língua portuguesa e língua alemã

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Edited By Kathrin Sartingen and Susana Kampff Lages

A tradução é tanto um recurso indispensável à sobrevivência, quanto o fundamento de novos mundos, materiais e imateriais. A dimensão ontológica e fenomenológica da tradução é desdobrada nos ensaios reunidos neste livro por pesquisadores dedicados à prática da tradução para dela extrair consequências teórico- críticas. Os textos aqui reunidos focalizam traduções intermediais, entre lugares físicos e figurados e entre línguas. Num mundo globalizado, onde novas mídias e linguagens surgem a todo instante, traduzir não só línguas mas também universos culturais complexos é tarefa a ser sempre de novo reproposta. É essa faceta da tradução que os textos desta coletânea apresentam a partir de uma renovada perspectiva que atualiza teorizações clássicas. A dimensão criativa e inventiva da tradução é mais uma vez lembrada e aqui apresentada como indispensável à superação dos desafios a vir.

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Sprechen, Sprache und Vielsprachigkeit in Mia Coutos Der letzte Flug des Flamingos (Werner L. Heidermann)

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Werner L. Heidermann

Flamingos fliegen. Aber in Mia Coutos Flamingo-Roman geht es mehr ums Gehen. „Die Europäer“, so heißt es über den Italiener Massimo Risi, „die Europäer scheinen beim Gehen die Welt um Erlaubnis zu bitten. Sie treten ganz vorsichtig auf, machen dabei aber merkwürdigerweise sehr viel Lärm.“1 (Couto, Mia: O útimo voo do flamingo. Companhia das Letras: São Paulo 2016, p. 35) Diese Einschätzung ist die des Dolmetschers, der auch der Ich-Erzähler ist und seine Einschätzung später so erläutert: „Ich habe beobachtet, wie du gehst. Entschuldige, Massimo, aber du weißt nicht, wie man geht.“ (2016, p. 68) „Wie das?“, fragt ihn der UNO-Mann perplex. „Du weißt nicht, wie man auftritt. Du weißt nicht, wie man auf diesem Boden hier geht. Komm, ich bring dir bei, wie man geht. […] Ich meine das ernst: zu wissen, wie man auf diesem Boden geht, das ist eine Frage von Leben und Tod. Komm, ich bring’s dir bei.“ (2016, p. 68) Wenig später geht Massimo Risi bereits relativ leichtfüßig („seu modo de caminhar já era mais ligeiro“, „er bewegt sich, als ob der Körper seiner wäre“; 2016, p. 103).

Risi ist dabei, ein Rätsel zu lösen, seine einheimischen Counterparts sind die Honoratioren von Tizangara. Einer ist Sulplício, der Vater des Dolmetschers Joaquim, der bei des Rätsels Lösung von besonderer Bedeutung sein wird. Als Risi ihn um...

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