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Aquele século teve muitas heroinas

Festschrift für Maria de Fátima Viegas Brauer-Figueiredo zum 70. Geburtstag

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Edited By Henry Thorau, Kathrin Sartingen and Paulo de Medeiros

Der Sammelband ist eine Festschrift zum 70. Geburtstag von Dr. Maria de Fátima Viegas Brauer-Figueiredo, die von 1968 bis 2008 als Dozentin und Lektorin für Portugiesisch an der Universität Hamburg unterrichtet hat. Ihr Wirken reicht weit über ihre Heimatuniversität hinaus: als Pädagogin und Sprachwissenschaftlerin wie als Autorin mehrerer Standardwerke hat sie den portugiesischen Sprachunterricht und die Lusitanistik an deutschsprachigen Universitäten nachhaltig geprägt. Ihr Praktisches Lehrbuch Portugiesisch, 1975 bei Langenscheidt publiziert, erreichte bis 2003 die 18. Neuauflage, 1978 zeichnete sie verantwortlich für die Neufassung von Langenscheidts Universalwörterbuch Portugiesisch. Der Band enthält Prosa und Lyrik von Lídia Jorge, Teolinda Gersão und Fernando Clara sowie Aufsätze von Wissenschaftlerinnen und Wissenschaftlern zu lusitanistischen Themen aus den Bereichen der Literatur-, Kultur- und Sprachwissenschaft. In ihrer Bandbreite spiegeln die Texte das große Wissens- und Forschungsspektrum von Fátima Viegas Brauer-Figueiredo wider.

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Para uma leitura de “Um casaco de raposa vermelha”, de Teolinda Gersão

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Clara Rocha Universidade Nova de Lisboa “Um casaco de raposa vermelha” é um dos contos que integram o volume A Mulher que Prendeu a Chuva e Outras Histórias, publicado em 2007, mas fora já antes editado como fragmento do livro de prosa ficcional Os Guarda-Chuvas Cintilantes.1 Nessa obra, que o paratexto apresentava como “diário” – na reali- dade, trata-se de um “diário heterodoxo”, de uma paródia da forma diarística – , o fragmento em questão era datado (“Sexta, quatro”) e a narrativa era introdu- zida pela seguinte frase: “É uma história curiosa, acontecida num país nórdico, que leio num jornal”. Tal aparato criava ludicamente uma ilusão referencial e conferia um efeito de real a uma história inverosímil e obviamente inventada. Na versão do texto publicada na colectânea de contos de 2007, a frase introdutó- ria foi retirada, pois a sua funcionalidade inicial era dispensada pelo diferente protocolo de leitura que o novo livro instituía. O conto tem sido objecto de várias leituras públicas – em Milão e Florença, no teatro Symphony Space de Nova Iorque, no Art Museum de Dallas, em Aveiro por ocasião do lançamento de A Mulher que Prendeu a Chuva – , facto que comprova o seu potencial cénico, o jogo da imaginação a que convida, o repto que lançam as imagens suscitadas pelo texto para outras criações a partir delas. E compreende-se porquê: “Um casaco de raposa vermelha...

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