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Nos passos de Aquilino

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Edited By Maria Joao Reynaud, Francisco Topa and John Thomas Greenfield

A edição de Nos passos de Aquilino encerra um ciclo de homenagens a Aquilino Ribeiro (1885–1963), o Autor de A Casa Grande de Romarigães. Assinados por reconhecidos especialistas e investigadores de mérito, provenientes de diversos pontos do país e de França, os estudos aqui compilados procuram contrariar a tendência relativamente recente para o esquecimento de uma obra que alimentou o imaginário de sucessivas gerações de leitores e que constitui, hoje como ontem, um impressionante repositório da nossa língua viva. Embora muitas facetas do trabalho de Aquilino tenham ficado por debater, os passos aqui dados na peugada deste Mestre ficarão como um contributo digno para a celebração do cinquentenário da sua morte.
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Francisco Topa - Os brasileiros e o Brasil de Aquilino: o mineiro carioca e os outros

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Francisco Topa

U. Porto / CITCEM

Os brasileiros e o Brasil de Aquilino: o mineiro carioca e os outros

Resumo: O artigo estuda a representação do brasileiro – o português que emigrou para o Brasil e regressa rico à terra natal – e do Brasil na obra de Aquilino, mostrando como estamos já longe do estereótipo caricatural promovido por Camilo Castelo Branco e outros autores oitocentistas.

Abstract: The article analyses the representation of the brasileiro (i.e. the Portuguese who immigrated to Brazil and returned to his homeland after amassing wealth) and Brazil in the work of Aquilino, showing how the cartoonish stereotype promoted by Camilo Castelo Branco and other nineteenth-century authors was overcome.

Aparentemente mais fáceis do que aquelas que vamos mantendo com outros espaços do nosso passado colonial, as relações entre Portugal e o Brasil têm tido desde sempre uma forte dimensão pessoal: marcado por uma independência que ocorre em contexto familiar, numa espécie de rebeldia de um filho contra o pai, o relacionamento entre os dois países independentes caracteriza-se por uma forte dimensão afetiva, em grande medida associada aos movimentos migratórios que se vão fazendo num ou noutro sentido. Contra o que possa parecer, essa vertente emotiva dificulta mais do que favorece a verdadeira aproximação e conhecimento recíproco, perpetuando estereótipos e gerando tensões ao menor pretexto.

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