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Construção de Identidade(s)

Globalização e Fronteiras

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Edited By Ana Isabel Boura, Francisco Topa and Jorge Martins Ribeiro

Este volume debate o tema da construção de identidade(s), numa época em que fronteiras e globalização coexistem. Ao longo de onze capítulos, a questão é discutida de um ponto de vista pluridisciplinar, com abordagens provenientes do campo da ciência política, da história, dos estudos culturais, da geo-historiografia, dos estudos literários, da teoria e da didática da literatura, bem como da sociologia. O livro inclui uma segunda parte consagrada ao 2.º centenário das invasões francesas no norte de Portugal. Focando processos, personalidades e locais relevantes da História e da Cultura, esta obra procura ser um contributo cientificamente inovador, de leitura proveitosa tanto para especialistas, como para o grande público.
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Presença / ausência (Configurações da Pátria em Almada Negreiros) Excurso breve acerca da identidade nacional

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← 76 | 77 → Celina Silva

UP / CITCEM

Presença / ausência

(Configurações da Pátria em Almada Negreiros)1

Excurso breve acerca da identidade nacional

Toda a modernidade luta contra a subordinação, contra o suborno da pessoa humana pelo forçoso da sua posição no quadro social.

Almada Negreiros

A totalidade do trabalho criador de Almada materializa-se através de uma vastíssima produção gráfica, pictórica, literária e de uma ininterrupta intervenção, sempre marcante na ordem social, através da sua presença nos media (imprensa, cinema, rádio e televisão). No tocante a esta última vertente, a colaboração na ← 77 | 78 → imprensa periódica, de longe a mais vasta, consignada em notas à redação de teor vário, cartas, crónicas, entrevistas, artigos, textos literários e de opinião. Em consonância com o apontado, Almada realiza muitas intervenções públicas: happenings, apresentações de livros, peças de teatro ou eventos e, acima de tudo, conferências. A combinatória destas características e a própria conceção de Arte por ele eleita, impreterivelmente radicada na ação, deriva em, grande parte, do princípio futurista da arte-ação, o qual, no seu ideário, se converte em «ação-arte»: a Obra de Almada emerge enquanto performance diversamente corporizada2.

Inquirição permanente, equacionada numa dimensão de «grande...

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