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Construção de Identidade(s)

Globalização e Fronteiras

Series:

Ana Isabel Boura, Francisco Topa and Jorge Martins Ribeiro

Este volume debate o tema da construção de identidade(s), numa época em que fronteiras e globalização coexistem. Ao longo de onze capítulos, a questão é discutida de um ponto de vista pluridisciplinar, com abordagens provenientes do campo da ciência política, da história, dos estudos culturais, da geo-historiografia, dos estudos literários, da teoria e da didática da literatura, bem como da sociologia. O livro inclui uma segunda parte consagrada ao 2.º centenário das invasões francesas no norte de Portugal. Focando processos, personalidades e locais relevantes da História e da Cultura, esta obra procura ser um contributo cientificamente inovador, de leitura proveitosa tanto para especialistas, como para o grande público.
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Breve testemunho dos ecos das Invasões Francesas: Percurso em itinerário livre de um corpus da coleção de gravuras do Fundo Barca-Oliveira

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← 172 | 173 → Celina Silva

Univ. do Porto / CITCEM

Breve testemunho dos ecos das Invasões Francesas:

Percurso em itinerário livre de um corpus da coleção de gravuras do Fundo Barca-Oliveira1

Entre as múltiplas funções inerentes aos objetos artísticos, ressalta a representativa, mimética segundo a tradição greco-latina, a qual, como Aristóteles postula, se manifesta basicamente mediante uma abordagem superior ou inferior dos objetos nela consignados. O pequeno corpus de gravuras (22) a convocar nesta curta e, necessariamente, sintética intervenção, resultante de uma escolha norteada pelas modalidades acabadas de mencionar, patenteia o impacto quer das ← 173 | 174 → guerras peninsulares, quer das campanhas napoleónicas em geral, na sociedade e no imaginário da época. O registo documental, de inegável valor histórico e sociológico, divide-se entre uma dimensão «realista» visando figuras2 e factos históricos3, outra de cunho encomiástico4 e/ou satírico5, com cariz propagandístico. De teor «contrarrevolucionário», patriótico e nacionalista, ibérico e/ou europeu, face ao imperialismo expansionista subsequente à governação de Bonaparte, as citadas gravuras ora enaltecem os «invadidos», «vítimas» da tirania, paulatinamente transformados em «resistentes» e «obreiros da libertação» face ao jugo francês, laico, antimonárquico e, no caso português, da Restauração da soberania, ora denigrem o «usurpador estrangeiro» e seus correligionários: família, políticos, generais e soldados.

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