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Vozes femininas de África

Poesia e Prosa

Series:

Anne Begenat-Neuschäfer and Flavio Quintale

A idea do presente volume nasceu durante o VIII Congresso de Lusitanistas da Alemanha, em 2009, em Munique, na seção intitulada Escritoras da África Lusófona. Este volume apresenta os primeiros resultados dos estudos desses discursos literários multi-facetados das autoras africanas de língua portuguesa. Uma introdução poética de Ana Mafalda Leite e uma entrevista de Ondjaki com Ana Paula Tavares completam os ensaios críticos deste volume.
The idea for the present volume arose at the 8th German Lusitanistentag in Munich in 2009, in a sub-session entitled Women Writers in Lusophone Africa. This volume presents a first assessment of the manifold forms of literary discourse of women writers from the Portuguese-speaking countries of Africa. The poetic introduction of Ana Mafalda Leite and the dialogue between Ondjaki and Ana Paula Tavares complete the critical appreciation of the work of creative writers.
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Uma Pátria Chamada Poesia…: Carmen Lucia Tindó Secco

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Carmen Lucia Tindó Secco

A produção poética de Ana Mafalda Leite, editada a partir 1984, se faz herdeira, em vários aspectos, do lirismo de Glória de Sant’Anna, também oscilando, como a poética dessa autora, entre as fronteiras de duas pátrias: Moçambique, aonde viveu parte de sua vida; e Portugal, país para onde retornou e fixou moradia.

O Livro das encantações e outros poemas, conforme define a própria Mafalda numa entrevista, é uma antologia, ou seja, uma recolha poética, desde seu primeiro livro de poesia, Em Sombra acesa (1984), até Livro das encantações (2005), obra em que diversos poemas são encimados por epígrafes e dedicatórias a amigos com quem a autora partilhou, ao longo de sua vida, sensibilidades, amorosidades, cumplicidades.

As dedicatórias que se podem observar em alguns dos poemas inseridos no Livro das encantações permitem aquilatar a dimensão dos laços de afecto e de cumplicidade que a Ana Mafalda Leite foi tecendo ao longo dos tempos, cumplicidades que se estendem a um Mário Botas, recordando o Gulamo Khan ou à memória da Helena, à Sónia Sultuane, ao João Paulo Borges Coelho, Ídasse, Armando Artur, Ana Magaia, Jaime Santos e Lourenço de Rosário; ao André, ao Jota, ao Marco, à Sara, ao Paulo e à Joana. E também o Francisco Noa, a Ana Paula Tavares, o Lopito e sem esquecer o Kandjimbo. E...

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