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Vozes femininas de África

Poesia e Prosa

Series:

Anne Begenat-Neuschäfer and Flavio Quintale

A idea do presente volume nasceu durante o VIII Congresso de Lusitanistas da Alemanha, em 2009, em Munique, na seção intitulada Escritoras da África Lusófona. Este volume apresenta os primeiros resultados dos estudos desses discursos literários multi-facetados das autoras africanas de língua portuguesa. Uma introdução poética de Ana Mafalda Leite e uma entrevista de Ondjaki com Ana Paula Tavares completam os ensaios críticos deste volume.
The idea for the present volume arose at the 8th German Lusitanistentag in Munich in 2009, in a sub-session entitled Women Writers in Lusophone Africa. This volume presents a first assessment of the manifold forms of literary discourse of women writers from the Portuguese-speaking countries of Africa. The poetic introduction of Ana Mafalda Leite and the dialogue between Ondjaki and Ana Paula Tavares complete the critical appreciation of the work of creative writers.
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Ana Paula Tavares: lirismo e humanização na crônica angolana: Rita Chaves

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Rita Chaves

Essas poucas décadas que já se somam no período pós-independência de Angola ainda não viram surgir muitas escritoras. Com alguma frequência, somos levados a transformar o fato num fenômeno, esquecendo-nos de que se trata ainda de um tempo curto e especialmente conturbado, sobretudo para as mulheres que nos contextos africanos são confrontadas com tantas demandas. Até o momento poucas puderam trazer para a escrita a sua forma de ver e viver o jogo das mudanças que se sucedem num panorama sacudido por pressões internas e a injunções que provenientes do funcionamento global indiscutivelmente repercutem na natureza e no ritmo das transformações de que o país tem sido palco. Nesse quadro ainda rarefeito encontramos Ana Paula Tavares, que, de modo discreto e continuado, tem respondido às nossas expectativas de leitores. E, o que é realmente interessante, sem a preocupação de corresponder aos modelos ditados pela voracidade dos tempos definidos pelo mercado.

Sua estréia deu-se em 1985 na coleção “Lavra e oficina” com um pequeno livro de belíssimos poemas. Ficou logo evidenciado que estávamos diante de um daqueles casos em que a escritora nasce madura. Não obstante a comprovada vocação, expressa na beleza e no rigor do trabalho, apenas em 1999, portanto 14 anos depois, publicou O Lago da lua, outro conjunto de poemas de indiscutível qualidade. No longo intervalo, contudo, pudemos ter acesso a O...

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