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Vozes femininas de África

Poesia e Prosa

Series:

Anne Begenat-Neuschäfer and Flavio Quintale

A idea do presente volume nasceu durante o VIII Congresso de Lusitanistas da Alemanha, em 2009, em Munique, na seção intitulada Escritoras da África Lusófona. Este volume apresenta os primeiros resultados dos estudos desses discursos literários multi-facetados das autoras africanas de língua portuguesa. Uma introdução poética de Ana Mafalda Leite e uma entrevista de Ondjaki com Ana Paula Tavares completam os ensaios críticos deste volume.
The idea for the present volume arose at the 8th German Lusitanistentag in Munich in 2009, in a sub-session entitled Women Writers in Lusophone Africa. This volume presents a first assessment of the manifold forms of literary discourse of women writers from the Portuguese-speaking countries of Africa. The poetic introduction of Ana Mafalda Leite and the dialogue between Ondjaki and Ana Paula Tavares complete the critical appreciation of the work of creative writers.
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O sexo no texto? – debate dos sexos ou de estilo e forma narrativa: acerca de Paulina Chiziane, Mia Couto e Ondjaki: Helmut Siepmann

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Helmut Siepmann

O sensacionalista título O Sexo dos textos, que Isabel Allegro de Magalhães dá às suas investigações de “ficção narrativa” (Lisboa: Caminho 1995), é pela autora como tal reconhecido. Trata-se fenomenologicamente da elaboração de “características predominantemente femininas”1, ou seja, o texto é assexuado, mas pode expressar uma forma de estar feminina.

Aplicado ao nosso tema devíamos perguntar se as escritas de Mia Couto ou Ondjaki colocam de preferência fenómenos sociais em primeiro plano, enquanto os textos de Paulina remetem para uma área pessoal psicologicamente definida?

Os indicadores para uma diferenciada “perceção do real” teriam de ser exibidos. Eles poderiam ser tornados visíveis no texto através de ritmo, estrutura, tom e silêncios. Isabel Allegro de Magalhães crê, que a identidade feminina se torna visível nos “temas abordados”, nas estruturas narrativas e no modo diegético.

Como marca temática ela designa a criação de “universos fantásticos” como característica especial da “escrita de autoria feminina”.

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