Show Less
Restricted access

Poesia do terceiro espaço

Lírica lusófona contemporânea

Series:

Verena Dolle and Anne Begenat-Neuschäfer

A ideia do presente volume nasceu durante o IX Congresso de Lusitanistas de Alemanha (Descobertas e utopias: a diversidade dos países de língua portuguesa) em Viena em setembro de 2011, na seção intitulada Poesia do terceiro espaço – lírica lusófona contemporânea. Os artigos reunidos neste volume refletem um termo crucial para os estudos pós-colonias, o epônimo «terceiro espaço». Cunhado por Homi Bhabha e frequentemente usado em sentido abrangente, o termo serve como ponto de partida heurístico para analisar a ideia de espaço na poesia dos séculos XX e XII.
Show Summary Details
Restricted access

O mar como espaço de evasão e liberdade do pensamento na lírica portuguesa do século XX: A produtividade do lexema mar nas vozes silenciosas da resistência ao Estado Novo e no discurso (homo-)erótico e pornográfico: Benjamin Meisnitzer

Extract

Benjamin Meisnitzer

This study aims to focus on the use of the sea in Portuguese verse of the 20th century. The sea is a very popular topos in the resistance discourse during the Estado Novo to express the unspeakable and has survived the end of this repressive regime and remains productive in democratic Portugal, as this study will show with the analysis of Luís Miguel Nava’s poem “Os Dedos” (1979).

Die vorliegende Untersuchung widmet sich der Funktionalisierung des Meeres in der portugiesischen Lyrik des 20. Jahrhunderts, einem beliebten Topos im Widerstandsdiskurs während des Estado Novo im Spannungsfeld von Lobpreisung der Errungenschaften der portugiesischen Seefahrer und dem Lied, das dieses Império Ultramarino und die damit verbundenen Kosten, die vorwiegend durch den Kolonialkrieg in Folge der Unabhängigkeitsbewegungen auf dem afrikanischen Kontinent entstanden, kritisiert und anprangert. Gleichzeitig ist das Meer als verbum improprium Ausdruck für die Kritik am und Widerstand gegen den Staatsapparat während des Estado Novo. Außerdem erweist sich das Meer als produktiv im amourös-erotischen Liebesdiskurs. Hier dient es der Verhüllung von Homoerotik und der Ästhetisierung der Erfüllung sexueller Lust, ein ebenfalls subversiver Diskurs angesichts der konservativen Werte des Estado Novo: Gott, Vaterland und Familie.

Die Einschränkung jener zusätzlichen konnotativen Bedeutungsebenen erfolgt unter anderem durch die räumlichen Kategorien, wobei die Dichtung selbst einen dritten Raum der Freiheit markiert zwischen den nicht zugänglichen Gedanken des Individuums und der im öffentlichen Bereich vertretenen Meinung,...

You are not authenticated to view the full text of this chapter or article.

This site requires a subscription or purchase to access the full text of books or journals.

Do you have any questions? Contact us.

Or login to access all content.