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Poesia do terceiro espaço

Lírica lusófona contemporânea

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Edited By Verena Dolle and Anne Begenat-Neuschäfer

A ideia do presente volume nasceu durante o IX Congresso de Lusitanistas de Alemanha (Descobertas e utopias: a diversidade dos países de língua portuguesa) em Viena em setembro de 2011, na seção intitulada Poesia do terceiro espaço – lírica lusófona contemporânea. Os artigos reunidos neste volume refletem um termo crucial para os estudos pós-colonias, o epônimo «terceiro espaço». Cunhado por Homi Bhabha e frequentemente usado em sentido abrangente, o termo serve como ponto de partida heurístico para analisar a ideia de espaço na poesia dos séculos XX e XII.
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A bola no poste é o nosso emblema – ensaio sobre a melhor maneira de perder o jogo: Evelyn Blaut Fernandes

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Evelyn Blaut Fernandes

Movimentos no escuro (2005) by José Miguel Silva presents us with a selected filmography that includes cinematic classics. This text establishes contiguous and affective associations between film and poetry, as well as a reading of the transformation of movies into poems closely observing the Portuguese cultural and literary memory. This article introduces a reading of these poems that, with a certain playful tone, present an ode to defeat.

Mit Movimentos no escuro (2005) präsentiert uns José Miguel Silva eine ausgewählte Filmographie, die fesselnde Klassiker miteinschließt. Der nachfolgende Text stellt unmittelbare Verbindungen und Berührungspunkte zwischen Film und Dichtung her und liefert eine Interpretation der Verwandlung von Filmen in Gedichten, die fast immer das kulturelle und literarische Gedächtnis Portugals betrifft. Die hier besprochenen Gedichte verstehen sich, mit einem gewissen spielerischen Unterton, als Oden an die Niederlage.

Para ensaiar sobre a melhor maneira de perder o jogo, e tendo em mente que a “poesia é […] um pensamento por imagens”1, recordo-me de uma questão sugerida por Gilles Deleuze: em “que condições o cinema deve ser considerado uma linguagem?”2. Quando o cinema reconstitui o movimento a partir de cortes imóveis, também reconstitui aquilo que o mais velho dos pensamentos já fazia: o movimento de translação da imagem em linguagem. Ou talvez o cinema seja mesmo, como queria Pier Paolo Pasolini, “uma língua” dotada “de uma dupla articulação […]. Na verdade, essa língua da...

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