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Poesia do terceiro espaço

Lírica lusófona contemporânea

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Edited By Verena Dolle and Anne Begenat-Neuschäfer

A ideia do presente volume nasceu durante o IX Congresso de Lusitanistas de Alemanha (Descobertas e utopias: a diversidade dos países de língua portuguesa) em Viena em setembro de 2011, na seção intitulada Poesia do terceiro espaço – lírica lusófona contemporânea. Os artigos reunidos neste volume refletem um termo crucial para os estudos pós-colonias, o epônimo «terceiro espaço». Cunhado por Homi Bhabha e frequentemente usado em sentido abrangente, o termo serve como ponto de partida heurístico para analisar a ideia de espaço na poesia dos séculos XX e XII.
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Das Un-Heimliche im lyrischen Werk von Conceição Lima (São Tomé): Verena Dolle

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Verena Dolle

This paper focuses on the dimensions of “un-homeliness” as “Third space” in two collections of poems written by São Tomé poet Conceição Lima: O útero da casa (2004) and A dolorosa raiz do micondó (2006). In her poems, Lima creates spaces and zones of (often violent) contact between different groups: the native island inhabitants of São Tomé, slaves deported from the African mainland, and Portuguese colonizers.

Este artigo ocupa-se das dimensões do “não-domicílio” (em senso freudiano) como “Terceiro espaço”, como exposto por Homi Bhabha, em duas coleções de poesias da poetisa de São Tomé, Conceição Lima (nascida em 1963): O útero da casa (2004) e A dolorosa raiz do micondó (2006). Em seus poemas, Lima cria zonas de contato e espaços (frequentemente violentos) entre grupos diferentes: os nativos, habitantes da ilha de São Tomé, escravos deportados do continente africano, e os colonizadores portugueses.

Os poemas giram obssessivamente em torno dos tópicos da terra natal e do desenraizar-se, escritos na perspectiva são-tomense profundamente marcada por uma história secular de mobilidade forçada, deportação e escravidão. Os poemas, com títulos programáticos como “Matria” (feminino de pátria), “Casa”, “Herança”, “Praza” (Praça) e “Afro-Insularidade”, evocam cenas de retorno e de pertencimento, lar e identidade estável, ou melhor, um retorno nostálgico às origens ou às raízes familiares. Entretanto, todos os poemas concluem...

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