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Entdeckungen und Utopien

Die Vielfalt der portugiesischsprachigen Länder- Akten des 9. Deutschen Lusitanistentags

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Edited By Kathrin Sartingen and Verena Bauer

Entdeckungen und Utopien. Die Vielfalt der portugiesischsprachigen Länder war das Motto des IX. Lusitanistentages des Deutschen Lusitanistenverbands, der 2011 in Wien stattfand. Die Beiträge dieses Bandes zeichnen ein umfassendes Bild der aktuellen Lusitanistik, von der Literatur- und Sprachwissenschaft über die Translationswissenschaft bis zur Medienwissenschaft und der Didaktik, die nach zehn Jahren wieder mit einer Sektion vertreten war. Im Fokus standen dabei unter anderem die Utopien im Werk des Nobelpreisträgers José Saramago, Reiseberichte und Berichte über Entdeckungsfahrten in portugiesischer und lateinischer Sprache vom 16. bis ins 21. Jahrhundert, die terras em transe des portugiesischsprachigen Films, linguistische Spuren des Portugiesischen in Raum und Zeit und die sprachliche Entdeckung der lusophonen Kulturen.

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17 A Visualidade Traumática da Memória na Cultura Portuguesa Contemporânea Isabel Capeloa Gil (Universidade Católica Portuguesa) “Não creio que a história seja mais, em seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo.” (Pessoa 2003: 32)1 Bernardo Soares, o semi-heterónimo de Fernando Pessoa e entidade tutelar do seminal Livro do Desassossego, apresentava, assim, a inquietude da história como se de um panorama desbotado se tratasse, um espaço visualmente confuso, cheio de testemunhos distraídos, ao qual apenas poderíamos aceder através da diversidade fractal da interpretação ficcionada e narrada, pois afinal ‘ver é complexo como tudo’. Este ajudante de guarda-livros com uma subjectividade prismática anuncia o fim de Deus, da lógica do consenso burguês, um crítico da acção que se exprime em fragmentos dispersos, aforísticos até, afirmando a estética da interrupção e do intervalo como (des)ordem legitimadora da cultura. Ora este sujeito cindido, decadente e neurótico, que se define como “uma placa fotográfica prolixamente impressionável” (Pessoa 2003: 40), regista de modo sagaz a história, que aqui representa o passado, como construção imagética desbotada à qual apenas se tem acesso por via individual (“o romancista é todos nós”). A memória apresenta-se assim como falsificação ficcionada, que tenta atribuir sentido aos borrões...

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