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A tradução em movimento

Figurações do traduzir entre culturas de Língua Portuguesa e culturas de Língua Alemã

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Edited By Susana Kampff Lages, Johannes Kretschmer and Kathrin Sartingen

Para germanistas atuantes em países lusófonos ou lusitanistas em países de língua alemã, a tradução é ferramenta diária e essencial ao trabalho. Mas como tornar essa prática objeto de investigação sistemática? De que forma a tradução e seus desafios auxiliam o pesquisador que opera no campo dos estudos literários? Esta coletânea constitui uma reunião de estudos que tomam a tradução, sua prática, seus desafios e questionamentos, como ponto de partida para abordar temas caros aos estudos literários e culturais. A partir do estudo da obra de autores como Haroldo de Campos, Jorge de Sena, Vilém Flusser, Franz Kafka, Walter Benjamin, entre outros, os autores buscam refletir sobre o papel das relações entre tradução, exílio, identidade, história e filosofia.

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Traduzindo o ser negro em diferentes contextos e espaços geográficos (Maria Aparecida Andrade Salgueiro)

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| 201 →

Maria Aparecida Andrade Salgueiro

Traduzindo o ser negro em diferentes contextos e espaços geográficos1

1- Introdução

O enorme fluxo de informações nas sociedades contemporâneas tem deixado claros os inúmeros conflitos e situações de impacto estampados na mídia cotidiana, com a reorganização de tensões globais em microcosmos locais constantemente apontadas. Em tal contexto, contatos entre culturas se tornam mais estreitos, distâncias são supostamente diminuídas, facilitando fluxos migratórios, impulsionados pelas novas redes virtuais de comunicação. Dentro das paisagens culturais do presente, marcadas por contradições e conflitos, faz-se urgente a presença incisiva das reflexões oriundas do campo das Humanidades e, em especial, a produção de novos saberes comparatistas para pensar questões que deem conta da mediação de línguas e culturas colocadas em contato de formas tantas vezes imediatistas e, involuntárias, em conflito com poderes hegemônicos, gerando exílios também involuntários. Seria tudo tão simples assim, ou estaríamos diante de um dos pontos críticos da contemporaneidade, face aos quais se impõem métodos inovadores de abordagem teórica que traduzam adequadamente tais processos transculturais? Métodos que examinem as relações entre língua(s)/cultura(s) e poder ao longo das fronteiras culturais e revelem o papel vital da tradução na redefinição dos significados de cultura e identidade étnica?

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