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Antropofagias: um livro manifesto!

Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade

Edited By Eduardo Jorge De Oliveira, Pauline Bachmann, Dayron Carrillo Morell and André Masseno

Inseparável da personalidade de Oswald de Andrade e da sedição implícita em seu chamado para a "absorção do sagrado inimigo", o "Manifesto Antropófago" (1928) representa uma das mais arrumadas alegações do modernismo literário no Brasil. Antropofagias: um livro manifesto! convida a (re)ler as diretrizes antropológicas do pensamento oswaldiano e suas declinações nas artes e letras brasileiras. Sem pretender ser um documento histórico, o caráter manifesto deste volume visa marcar uma presença na análise do consumo cultural que distingue a produção de conteúdo estético do Modernismo, com ensaios que abordam a validade e as mutações epistemológicas de um texto em constante diálogo com os contextos crítico-históricos em que se desenvolveu a noção do que significa ser antropófago.

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Processual, experimental, marginalA materialidade da poesia dos anos 70: (Pauline Bachmann)

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Pauline Bachmann

A materialidade da poesia dos anos 70

Resumo: No período do tropicalismo e da pós-Tropicália no Brasil surgiram vários movimentos de poesia que estenderam suas definições no que diz respeito ao seu material, ao seu suporte e ao seu lugar no mundo. Os jovens poetas se apropriaram de outros gêneros artísticos, como o cinema, as artes visuais e a música para expressar-se e utilizaram novas tecnologias para a sua difusão como o mimeógrafo. A poesia evolve já não somente sobre papel, mas se vale de diferentes materiais de suporte como livros e caixas, incorporando-os no poema e inclusive espalhando-os no espaço público. Esse ensaio explora a relação entre as novas materialidades e a nova estética que surgiram a partir desses experimentos poéticos.

Palavras-chave: Poesia Marginal, Poesia Concreta, Tropicalismo, Revistas Alternativas, Poema-processo.

No período do tropicalismo e da pós-Tropicália no Brasil surgiram vários movimentos de poesia que estenderam as definições da poesia em relação ao seu material, seu suporte e lugar no mundo. No final dos anos 1960, a produção poética no Brasil se desenvolveu entre dois polos opostos: num extremo, encontrava-se a chamada criação intersemiótica,1 que surgiu da poesia visual pós-concreta e seguia preocupada principalmente com questões estéticas. No outro extremo, encontrava-se o que chegou a se chamar poesia marginal...

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