Show Less
Restricted access

Nos passos de Aquilino

Series:

Edited By Maria Joao Reynaud, Francisco Topa and John Thomas Greenfield

A edição de Nos passos de Aquilino encerra um ciclo de homenagens a Aquilino Ribeiro (1885–1963), o Autor de A Casa Grande de Romarigães. Assinados por reconhecidos especialistas e investigadores de mérito, provenientes de diversos pontos do país e de França, os estudos aqui compilados procuram contrariar a tendência relativamente recente para o esquecimento de uma obra que alimentou o imaginário de sucessivas gerações de leitores e que constitui, hoje como ontem, um impressionante repositório da nossa língua viva. Embora muitas facetas do trabalho de Aquilino tenham ficado por debater, os passos aqui dados na peugada deste Mestre ficarão como um contributo digno para a celebração do cinquentenário da sua morte.
Show Summary Details
Restricted access

Rosa Maria Goulart - As “confissões” de Aquilino Ribeiro

Extract

| 143 →

Rosa Maria Goulart

U. Açores / CLP

As “confissões” de Aquilino Ribeiro

Resumo: Este estudo aborda duas obras em que Aquilino Ribeiro de algum modo desvela o seu “eu” autobiográfico: Um Escritor Confessa-se (de edição póstuma) e É a Guerra. Discutindo as particularidades genológicas de cada um, a autora salienta também o seu lugar no universo literário de um autor mais voltado para o mundo exterior que para o mundo interior da escrita autobiográfica.

Abstract: This study discusses two works in which Aquilino Ribeiro, to a certain extent, reveals his autobiographical self: Um Escritor Confessa-se (edited posthumously) and É a Guerra. In discussing the genological particularities of each, the article emphasizes their place in the literary universe of an author who is more devoted to the outside world than to the inner world of autobiographical writing.

Os géneros autobiográficos, pelo desnudamento a que obrigam, mau grado todas as possibilidades de atenuação e disfarce da presença explícita do “eu”, prestam-se bem à ideia de que a estas formas de escrita são mais propensos uns escritores do que outros. Sabemo-lo até pelas frequentes declarações dos próprios: enquanto uns assumem deliberadamente a escrita do “eu” como um bem pensado projeto, seja como forma de autognose seja como “humilde” exibição das contingências e fragilidade humanas, outros declaram perentoriamente a sua recusa (nem sempre, como se...

You are not authenticated to view the full text of this chapter or article.

This site requires a subscription or purchase to access the full text of books or journals.

Do you have any questions? Contact us.

Or login to access all content.