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Poesia do terceiro espaço

Lírica lusófona contemporânea

Series:

Verena Dolle and Anne Begenat-Neuschäfer

A ideia do presente volume nasceu durante o IX Congresso de Lusitanistas de Alemanha (Descobertas e utopias: a diversidade dos países de língua portuguesa) em Viena em setembro de 2011, na seção intitulada Poesia do terceiro espaço – lírica lusófona contemporânea. Os artigos reunidos neste volume refletem um termo crucial para os estudos pós-colonias, o epônimo «terceiro espaço». Cunhado por Homi Bhabha e frequentemente usado em sentido abrangente, o termo serve como ponto de partida heurístico para analisar a ideia de espaço na poesia dos séculos XX e XII.
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Die andere Dimension: Afrika in der Poesie Mia Coutos: Helmut Siepmann

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Helmut Siepmann

The Mozambican novelist Mia Couto is also known for his poetry. His book, Tradutor de chuvas (2011), surprises with unusual combinations of words and images and with a playful use of the virtual possibilities of the Portuguese language thus maintaining contact with the universal, human nature in general and leaving but little room for social problems the economy and politicians have to solve.

O romancista moçambicano Mia Couto distingue-se também como lírico. No seu livro de poesias Tradutor de chuvas (2011), surpreende por combinações inusitadas de palavras e imagens, e por um tratamento lúdico das virtualidades da língua portuguesa.

Formas e conteúdos tradicionais da poesia europeia obtêm, pelo efeito de distanciamento, uma expressividade nova, à qual se juntam conceitos e noções de origem africana: p. ex. os que se referem ao contacto com os mortos ou a divinização dos elementos. Composições de noções abstratos e de vocábulos designando o mundo concreto constroem, numa simbiose invulgar, um cosmos artificial, que possibilita uma visão do mundo interior feito de desejos e de nostalgias.

Aliterações, jogos de palavra, exclamações e uma sintaxe preponderantemente nominal aproximam a poesia de Mia Couto ao dito, à sentença e ao aforismo. A sua lírica se relaciona com o universal, o humano em geral e deixa poco espaço aos problemas sociais que terão que resolver políticos e economistas.

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