Poesia, Espetáculo e Peregrinação a Santiago de Compostela na Corte Portuguesa
Summary
Excerpt
Table Of Contents
- Cobertura
- Título
- Página de direitos autorais
- Agradecimentos
- Índice
- Introdução
- CAPÍTULO 1 Memória, mecenato régio e projeção de poder
- CAPÍTULO 2 Homenagens poéticas e figuração régia em tempos de D. Manuel, duque de Beja e senhor de Viseu
- 2.1. D. João II como Rei, Juiz e Deus de Amor num jogo floral
- 2.2. Celebrações do casamento do príncipe D. Afonso de Portugal com a princesa D. Isabel de Castela
- 2.2.1. Breves considerações sobre negociações, preparativos e fases do enlace
- 2.2.2. Algumas encenações nas festas reais de Évora
- 2.2.2.1. D. João II perante a entrada da princesa: o Cavaleiro do Cisne
- 2.2.2.2. Peregrinos e outras simbioses sacro-profanas nas figurações
- 2.2.2.3. Portadores de letras e cimeiras: D. Manuel, duque de Beja e senhor de Viseu, como Saturno
- CAPÍTULO 3 Fatalidade do príncipe D. Afonso e versos para a legitimação de D. Manuel como herdeiro do trono
- CAPÍTULO 4 Novo rei e novos enlaces nupciais luso-castelhanos até à peregrinação jacobeia: de D. Isabel a D. Maria, filhas dos Reis Católicos
- CAPÍTULO 5 Peregrinação do rei D. Manuel a Compostela como referência exemplar e identitária do Caminho Português
- 5.1. Nos trilhos da tradição régia portuguesa
- 5.2. Contribuição manuelina para a construção da identidade de um itinerário Lisboa-Santiago
- 5.2.1. Motivações e justificações
- 5.2.2. Itinerário e revisitação do património material e simbólico
- 5.2.2.1. Território português: de Lisboa a Valença
- 5.2.2.2. Território galego: de Tui a Compostela
- 5.3. Identificação da comitiva: seis peregrinos (-poetas)
- 5.3.1. D. Pedro Vaz Gavião, bispo da Guarda e prior de Santa Cruz
- 5.3.2. D. Diogo Lobo, barão de Alvito
- 5.3.3. D. Martinho de Castelo Branco, conde de Vila Nova de Portimão
- 5.3.4. Nuno Manuel, guarda-mor
- 5.3.5. D. António de Noronha, escrivão de puridade
- 5.3.6. D. Fernando de Meneses, 2º marquês de Vila Real
- CAPÍTULO 6 Celebração poética com “Alta Rainha Senhora / Santiago por nós ora”
- 6.1. O autor como “fidalgo velho e honrado” no Cancioneiro Geral
- 6.1.1. O nome de Pero de Sousa Ribeiro: identificação e nexos familiares
- 6.1.2. Integração do autor como paciente e agente no rimar palaciano: temática em foco
- 6.1.2.1. Relações interpessoais e lúdico-satíricas
- 6.1.2.1.1. Confidências na câmara do príncipe D. Afonso
- 6.1.2.1.2. Da judiaria a Almeirim: vaidade e longevidade
- 6.1.2.1.3. Reclamações e autoidentificação como cavaleiro da Ordem de Cristo
- 6.1.2.2. O amante experiente e sofredor
- 6.2. Os versos “Alta Rainha Senhora / Santiago por nós ora”
- 6.2.1. Tema e identificação definitiva de personagens em interação
- 6.2.2. Intertextualidades: a festa do Natal de 1500 com a participação de D. Manuel I e D. Maria
- 6.2.3. Tradição trovadoresca galego-portuguesa de peregrinação régia e encontro amoroso
- 6.2.4. Tipologia do vilancete que “iam cantando”: singularidades estruturais
- 6.2.5. Local do canto: Santiago o Maior em Santos-o-Velho
- 6.2.6. A figura de Santiago que se move sobre um carro: para uma hipótese reconstrutiva
- 6.2.7. Alguns testemunhos de projeção do vilancete na contemporaneidade: da imprensa galega na Argentina (1924) à Radio Televisión Española (1971)
- Conclusões
- Referências bibliográficas
Poesia, Espetáculo e Peregrinação
a Santiago de Compostela
na Corte Portuguesa
Berlin · Bruxelles · Chennai · Lausanne · New York · Oxford
Agradecimentos
A todos os colegas e amigos que, direta ou indiretamente, contribuíram para os resultados que aqui se apresentam – em especial a Francisco Singul (área de Cultura Xacobea da SA de Xestión do Plan Xacobeo da Xunta de Galicia), Yara Frateschi Vieira (UNICAMP – São Paulo) e José Luís Rodríguez (Universidade de Santiago de Compostela).
Índice
CAPÍTULO 1 Memória, mecenato régio e projeção de poder
2.1. D. João II como Rei, Juiz e Deus de Amor num jogo floral
2.2. Celebrações do casamento do príncipe D. Afonso de Portugal com a princesa D. Isabel de Castela
2.2.1. Breves considerações sobre negociações, preparativos e fases do enlace
2.2.2. Algumas encenações nas festas reais de Évora
2.2.2.1. D. João II perante a entrada da princesa: o Cavaleiro do Cisne
2.2.2.2. Peregrinos e outras simbioses sacro-profanas nas figurações
2.2.2.3. Portadores de letras e cimeiras: D. Manuel, duque de Beja e senhor de Viseu, como Saturno
5.1. Nos trilhos da tradição régia portuguesa
5.2. Contribuição manuelina para a construção da identidade de um itinerário Lisboa-Santiago
5.2.1. Motivações e justificações
5.2.2. Itinerário e revisitação do património material e simbólico
5.2.2.1. Território português: de Lisboa a Valença
5.2.2.2. Território galego: de Tui a Compostela
5.3. Identificação da comitiva: seis peregrinos (-poetas)
5.3.1. D. Pedro Vaz Gavião, bispo da Guarda e prior de Santa Cruz
5.3.2. D. Diogo Lobo, barão de Alvito
5.3.3. D. Martinho de Castelo Branco, conde de Vila Nova de Portimão
5.3.4. Nuno Manuel, guarda-mor
5.3.5. D. António de Noronha, escrivão de puridade
5.3.6. D. Fernando de Meneses, 2º marquês de Vila Real
CAPÍTULO 6 Celebração poética com “Alta Rainha Senhora / Santiago por nós ora”
6.1. O autor como “fidalgo velho e honrado” no Cancioneiro Geral
6.1.1. O nome de Pero de Sousa Ribeiro: identificação e nexos familiares
6.1.2. Integração do autor como paciente e agente no rimar palaciano: temática em foco
6.1.2.1. Relações interpessoais e lúdico-satíricas
6.1.2.1.1. Confidências na câmara do príncipe D. Afonso
6.1.2.1.2. Da judiaria a Almeirim: vaidade e longevidade
6.1.2.1.3. Reclamações e autoidentificação como cavaleiro da Ordem de Cristo
6.1.2.2. O amante experiente e sofredor
6.2. Os versos “Alta Rainha Senhora / Santiago por nós ora”
6.2.1. Tema e identificação definitiva de personagens em interação
6.2.2. Intertextualidades: a festa do Natal de 1500 com a participação de D. Manuel I e D. Maria
6.2.3. Tradição trovadoresca galego-portuguesa de peregrinação régia e encontro amoroso
6.2.4. Tipologia do vilancete que “iam cantando”: singularidades estruturais
6.2.5. Local do canto: Santiago o Maior em Santos-o-Velho
6.2.6. A figura de Santiago que se move sobre um carro: para uma hipótese reconstrutiva
Introdução
Esta obra pretende resgatar do esquecimento a presença da peregrinação a Santiago de Compostela no Cancioneiro Geral (1516), primeira compilação poética impressa em Portugal, sob várias dimensões, tanto de natureza sociopolítica como literária. Enquanto o Apóstolo Santiago figura na tradição manuscrita da lírica medieval galego-portuguesa como único santo que ocorre em três ocasiões como motivo de devoção e romaria, na poesia recolhida e organizada por Garcia de Resende após o invento de Gutenberg ter sido introduzido em Portugal aparece uma única vez, mas deixa constância escrita e rimada de um facto especialmente significativo na história do reino e da figuração de um monarca que, de modo imprevisível, tinha chegado ao trono. Trata-se da visita que D. Manuel I fez ao sepulcro galego em 1502 e da eufórica receção de que foi objeto quando regressou a Lisboa pela rainha, a sua esposa D. Isabel, e toda a Corte.
A preparação do Cancioneiro Geral inscreve-se, com efeito, num clima de exaltação nacionalista subsequente ao grande sucesso das empresas ultramarinas nos alvores da Renascença. Conflui no tempo com a execução de obras arquitetónicas do chamado estilo manuelino tão grandiosas como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e outras que serão ordenadas pelo rei Venturoso e mencionadas ao longo das páginas deste livro. E a mesma coincidência se observa no que diz respeito à criação doutros produtos artísticos de diversa índole com um valor simultaneamente pragmático e simbólico, tais como os armoriais ou livros de armas manuscritos, com um vasto programa iconográfico através de esplêndidas iluminuras, ou a decoração do teto de uma célebre sala no Palácio de Sintra com as armas do soberano, os escudos e excelências da sua linhagem e duas filas de brasões relativos a mais de setenta origens – equiparáveis, na sua traça, às trovas heráldicas incluídas na compilação, às quais mais adiante faremos referência.
Details
- Pages
- 232
- Publication Year
- 2025
- ISBN (PDF)
- 9783631935446
- ISBN (ePUB)
- 9783631935453
- ISBN (Hardcover)
- 9783631889879
- DOI
- 10.3726/b22753
- Language
- Portuguese
- Publication date
- 2025 (December)
- Keywords
- Peregrinação Caminho de Santiago Pero de Sousa Ribeiro D. Manuel I e D. Maria Cancioneiro Geral Garcia de Resende Damião de Góis Santos-o-Velho Apóstolo Santiago Parateatralidade Caminho Português Momo Entremez São Jorge
- Published
- Berlin, Bruxelles, Chennai, Lausanne, New York, Oxford, 2025. 232 S., 10 farb. Abb.
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