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Manual do Mediador Internacional

José Pascal da Rocha

A mediação internacional é tanto uma arte quanto uma ciência. A fim de lançar alguma luz e aprender com instâncias de mediação política, este estudo se concentrará na mediação política como um meio de regulação de conflitos, pelo qual um conflito violento é terminado e o terceiro mandatado auxilia as partes a encontrar estruturas novas ou diferentes e mecanismos para resolver suas queixas subjacentes. Com base em 5 fases distintas, o manual tentará ilustrar e demonstrar os mecanismos gerais do processo de mediação, desde o início do processo de mediação até o alcance de um resultado mediado. Finalmente, um estudo de caso complexo das mediações do Sudão será usado para dar sentido ao modelo de mediação apresentado. O manual terminará com algumas lições importantes aprendidas com o estudo de caso e com os pensamentos finais gerais. Como tal, dedica-se a informar o curioso, a servir como um companheiro de pensamento para o praticante mais instruído, e para estimular mais design conceitual e inovação com o formulador de políticas, a fim de continuar trabalhando para o estabelecimento de uma epistemologia básica de mediação.

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Parte 3 : Estudo de caso: As mediações no Sudão

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parte 3

Estudo de caso: As mediações no Sudão

Introdução

Entre 1992 e 2011, o Sudão passou por um conflito extremamente prolongado, complexo e multidimensional. À exceção da Síria, trata-se do único caso em que todo o leque de conhecimentos e práticas de mediação foi empregado – sem efetividade. Este “estudo de caso a partir de dentro” tem por objetivo ilustrar a complexidade de se pôr em prática um modelo de mediação. Ademais, pretende-se demonstrar a desconexão entre a pesquisa e a realidade no campo, visto que questões como vontade política, contexto e uma boa compreensão do balanço global das forças fazem a diferença.

A mediação é uma forma de trazer as partes de conflitos armados para o diálogo.

Os critérios para avaliar a mediação como alternativa de engajamento incluem considerações acerca de Quem engajar e Como engajar. Mais especificamente: (1) a disposição expressa das partes em explorar um acordo negociado; (2) janelas de oportunidade para a resolução de conflitos; (3) razões para o sucesso ou fracasso de esforços de mediação atuais ou prévios; (4) a intenção e interesses de sabotadores atuais e potenciais; (5) os interesses e a influência de atores externos sobre um possível processo de mediação. A mediação pode não ser o único processo adequado...

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