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Vozes femininas de África

Poesia e Prosa

Series:

Anne Begenat-Neuschäfer and Flavio Quintale

A idea do presente volume nasceu durante o VIII Congresso de Lusitanistas da Alemanha, em 2009, em Munique, na seção intitulada Escritoras da África Lusófona. Este volume apresenta os primeiros resultados dos estudos desses discursos literários multi-facetados das autoras africanas de língua portuguesa. Uma introdução poética de Ana Mafalda Leite e uma entrevista de Ondjaki com Ana Paula Tavares completam os ensaios críticos deste volume.
The idea for the present volume arose at the 8th German Lusitanistentag in Munich in 2009, in a sub-session entitled Women Writers in Lusophone Africa. This volume presents a first assessment of the manifold forms of literary discourse of women writers from the Portuguese-speaking countries of Africa. The poetic introduction of Ana Mafalda Leite and the dialogue between Ondjaki and Ana Paula Tavares complete the critical appreciation of the work of creative writers.
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Epifanias do feminino em Paulina Chiziane e Clarice Lispector: Sueli Saraiva, Ricardo Iannace

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Sueli Saraiva, Ricardo Iannace

[…] o universo feminino é um universo de lembran ça ou de espera, tudo vivendo, não de um sentido imanente mas de um valor atribuído. Gilda de Mello e Souza

Reunir em um só artigo duas vozes literárias de língua portuguesa tem sido matéria comum no meio que privilegia os estudos ficcionais dos países onde essa língua de raiz latina dispõe de lugar oficial: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Tal cenário contempla valiosas trocas culturais dentro de um “macrossistema literário”. No dizer do respeitado crítico e ensaísta Benjamin Abdala Junior:

Qualquer texto literário em português parte de uma linguagem modelada desde a Idade Média europeia, num processo contínuo de aproximações e diferenciações que motivou o contexto comunicativo que se estabeleceu a partir dos tempos coloniais.

É dentro dessa dinâmica da comunicação em português, que envolveu historicamente constantes semelhantes da série ideológica, que podemos apontar para a existência de um macrossistema marcado como um campo comum de contatos entre os sistemas literários nacionais1.

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