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A circulação literária e cultural

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Edited By Jose Luis Jobim

Uma questão importante para os estudos literários é a circulação de obras além de seu lugar de origem. Muitos outros aspectos devem ser levados em consideração também, como a posição assimétrica dos autores e de suas obras na circulação internacional, condicionada pela posição relativa de línguas e culturas em um mercado global. Este volume estuda a circulação literária e cultural e inclui ensaios que exploram este tópico tanto em estudos de caso, analisando obras e autores de diversas literaturas e culturas, quanto em discussões sobre questões teóricas referentes à circulação e a tudo que ela implica: temporalidade, lugar, método, objetos materiais e conceitos.

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7 J. J. Slauerhoff, literatura holandesa e literatura-mundo (Theo D’haen)

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THEO D’HAEN

7    J. J. Slauerhoff, literatura holandesa e literatura-mundo

O retorno recente da noção de “literatura-mundo” ao centro dos estudos literários tem implicado uma atenção crescente à literatura não europeia, contudo marginalizando literaturas europeias periféricas. O objetivo do presente trabalho é focar no estudo da literatura holandesa. Analiso o caso do autor modernista holandês J. Slauerhoff, que poderia ser considerado um autor mundial.

Em outra publicação (D’haen 2012a) escrevi mais extensivamente sobre como nos estudos literários o conceito e prática de “literatura-mundo” tem sido objeto de um tremendo ressurgimento mais ou menos nas últimas duas décadas, com publicações de grande impacto de, para ficar apenas em alguns dos autores mais importantes, Sarah Lawall (1988, 1994, 2004), Pascale Casanova (1999, 2004), Franco Moretti (2000, 2003, 2005, 2006) e David Damrosch (2003, 2004, 2009).1 Também em outra publicação (D’haen 2014), tentei demonstrar que a literatura-mundo, a qual pela maior parte de sua existência – desde que começou a circular através de Goethe como Weltliteratur em 1827 – tinha sido reduplicada como literatura europeia, em seus últimos avatares, especialmente nas grandes antologias em inglês publicadas em muitos volumes nos EUA para server ao mercado de graduação norte-americano, veio incorporar as literaturas do mundo. De fato, ← 139 | 140 → enquanto nas versões anteriores dessas mesmas antologias eram primordialmente a literatura inglesa, francesa e alemã, e em menor grau...

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