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A circulação literária e cultural

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Jose Luis Jobim

Uma questão importante para os estudos literários é a circulação de obras além de seu lugar de origem. Muitos outros aspectos devem ser levados em consideração também, como a posição assimétrica dos autores e de suas obras na circulação internacional, condicionada pela posição relativa de línguas e culturas em um mercado global. Este volume estuda a circulação literária e cultural e inclui ensaios que exploram este tópico tanto em estudos de caso, analisando obras e autores de diversas literaturas e culturas, quanto em discussões sobre questões teóricas referentes à circulação e a tudo que ela implica: temporalidade, lugar, método, objetos materiais e conceitos.

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17 O canibalismo como apropriação cultural: de Caliban ao Manifesto Antropófago (José Luís Jobim)

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JOSÉ LUÍS JOBIM

17  O canibalismo como apropriação cultural: de Caliban ao Manifesto Antropófago

Na circulação literária e cultural entre as Américas e a Europa, a antropofagia teve papeis diferentes em diversos momentos. Nesse trabalho, apresentaremos sinteticamente a apropriação da figura do canibal, em dois tempos. No primeiro, veremos como essa figura é estruturada em torno do personagem Caliban, um coadjuvante que se torna personagem principal no ensaísmo latino-americano, em sua relação com outros personagens de The Tempest (1610–1611), no circuito Europa-Américas. No segundo, discutiremos brevemente a retomada da antropofagia por Oswald de Andrade, no Manifesto Antropófago (1928), “como a promessa de uma imaginação teórica da alteridade, mediante a apropriação criativa da contribuição do outro” (Rocha 2011: 648).

A antropofagia no Novo Mundo

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