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Interacciones entre las literaturas ibéricas

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Edited By Francisco Lafarga, Luis Pegenaute and Enric Gallén

Este libro recoge aquellas contribuciones al Congreso internacional Las relaciones entre las literaturas ibéricas (Universitat Pompeu Fabra en colaboración con la Universitat de Barcelona, 18-20 de junio de 2009) que se ocupan de analizar las interacciones entre las literaturas ibéricas. Reúne numerosos trabajos que inciden plenamente en distintos fenómenos vinculados con las denominadas, de manera general, relaciones literarias, y que contemplan aspectos como la mediación literaria y cultural, la recepción crítica o la intertextualidad, tanto desde el punto de vista bilateral como multilateral. Las restantes contribuciones al congreso se encuentran en otros dos volúmenes de esta colección: Traducción y autotraducción en las literaturas ibéricas y Relaciones entre las literaturas ibéricas y las literaturas extranjeras.

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Dois modelos de tragédia no Renascimento: La Numancia de Cervantes e Castro de António Ferreira 33

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Dois modelos de tragédia no Renascimento: La Numancia de Cervantes e Castro de António Ferreira MARÍA ROSA ÁLVAREZ SELLERS Universitat de València A tragédia surge em épocas de conflito, e o Renascimento é o momento de transição do feudalismo para o capitalismo, mudança, como todas, que não se produziu de forma rápida nem aprazível. Mas não é o conflito o único impulsor da tragédia em Portugal e em Espanha, pois tanto António Ferreira como o elenco de trágicos a que pertence Cervantes –Bermúdez, Artieda, Virués, Cueva, Argensola e Lobo Lasso de la Vega, que publicam entre 1577 e 1587– ficarão unidos por um mesmo objectivo: a recuperação do género trágico e a criação da tragédia renascentista, concebida como exercício didáctico ou como moralização, para dignificar a língua ou para ensinar bons costumes. A história era matéria habitual e, dado que uma das características do Renascimento peninsular é a nacionalização dos géneros literários, tanto Ferreira como Cervantes encontrarão, respectivamente, na relação entre D. Pedro e D. Inês de Castro e no acontecido em Numancia motivos idóneos para articular duas obras que surpreendem pela sua importância no caminho de renovação de um género recuperado no século XVI mas que atingirá na Península a sua plenitude no século XVII. Daí que o nosso prop...

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