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Pela Paz! For Peace! Pour la Paix!



Edited By Maria Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo and Isabel Maria Freitas Valente

Peace is generally defined as a state of non-belligerency between states. This means that it is defined negatively as the absence of war. So is peace just a pause between two wars?
In French, the term is significant: peace is considered a slice of life between two conflicts. Thus, we speak of the early 20 th century as the «Belle Époque» and we talk about the «interwar period», which implies the failure of peace.
Twenty years after the end of the Great War, another, even more terrible conflict began. At the same time, an inversion of values took place in European minds that along with the horrors of war made it very difficult for any Franco-German reconciliation to take place. We would have to wait for the end of the Second World War and its consequences to speak of peace as a realistic utopia.
This volume brings together a number of articles in Portuguese, French and English – on topics such as «thinking peace», intellectuals and peace, federalism and universalism, religiosity and secularism, women and peace, and campaigns and mobility – from many prestigious experts and young researchers. They bring new ways of thinking and interdisciplinary perspectives, and provide an attentive, critical reading of the core subject. This volume proposes to substantiate concepts, projects, movements, speeches, images and representations, and to deepen the knowledge of the key personalities who thought about peace between 1849 and 1939.
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Pacifismo e feminismo em Portugal nas vésperas da 1ª guerra mundial

Pacifismo e feminismo em Portugal


Fátima Mariano*

Resumo: As correntes pacifistas e antimilitaristas ganham especial visibilidade com a consolidação dos estados liberais a partir de meados do século XIX. Neste movimento internacional de luta contra a guerra enquanto instrumento político e de defesa da arbitragem como meio de resolução dos diferendos entre os povos encontramos várias vozes femininas, muitas delas associadas ao activismo feminista. Portugal e as mulheres portuguesas não ficarão arredados deste movimento pacificador mundial, destacando-se o trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa da Paz (1899) e o comité português da associação francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes (1906).

Com a consolidação dos estados liberais volta a ganhar força a ideia de que a resolução dos conflitos entre nações seria possível com recurso a uma entidade supranacional que mediasse os diferendos através do Direito. Sobretudo no mundo anglo-saxão, surgem a partir de meados do século XIX inúmeras associações de carácter pacifista e antimilitarista que tentam sensibilizar os poderes políticos e os cidadãos para a imperiosa necessidade de substituir as armas pela arbitragem para que o Mundo encontrasse o caminho para a paz duradoura. O juripacifismo1 assentava no princípio de que a existência de uma ordem jurídica internacional que regulasse a “sociedade das nações” seria o suficiente para que a Humanidade não mais conhecesse os horrores da guerra...

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