Show Less
Restricted access

Pela Paz! For Peace! Pour la Paix!



Edited By Maria Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo and Isabel Maria Freitas Valente

Peace is generally defined as a state of non-belligerency between states. This means that it is defined negatively as the absence of war. So is peace just a pause between two wars?
In French, the term is significant: peace is considered a slice of life between two conflicts. Thus, we speak of the early 20 th century as the «Belle Époque» and we talk about the «interwar period», which implies the failure of peace.
Twenty years after the end of the Great War, another, even more terrible conflict began. At the same time, an inversion of values took place in European minds that along with the horrors of war made it very difficult for any Franco-German reconciliation to take place. We would have to wait for the end of the Second World War and its consequences to speak of peace as a realistic utopia.
This volume brings together a number of articles in Portuguese, French and English – on topics such as «thinking peace», intellectuals and peace, federalism and universalism, religiosity and secularism, women and peace, and campaigns and mobility – from many prestigious experts and young researchers. They bring new ways of thinking and interdisciplinary perspectives, and provide an attentive, critical reading of the core subject. This volume proposes to substantiate concepts, projects, movements, speeches, images and representations, and to deepen the knowledge of the key personalities who thought about peace between 1849 and 1939.
Show Summary Details
Restricted access

Discursos europeístas sob a égide do III Reich. Entre a propaganda e a prática

A Europa como unidade política, cultural e económica? Ou a Europa como Alemanha?


Discursos europeístas sob a égide do III Reich

Entre a propaganda e a prática

Cláudia Ninhos*

Resumo: Parafraseando o título de um livro de Hagen Schulze, torna-se lícito perguntar se alguma vez existiu uma cultura europeia. Ou se a Europa terá alguma vez passado de uma ideia, de uma utopia? Estas questões tornam-se ainda mais premente quando associamos o europeísmo ao regime nacional-socialista. Alguns autores continuam muito reticentes em aceitar que, no seio do Nacional-Socialismo, se possa ter desenvolvido um pensamento europeísta. O assunto não, contudo, consensual, havendo outros autores que têm uma opinião contrária. O objectivo deste texto é analisar algumas fontes do período nacional-socialista, com destaque para a edição portuguesa da revista A Jovem Europa, para compreender como é que o discurso europeísta, normalmente pensado com intuitos pacifistas, se combinou com o discurso expansionista e belicista do III Reich.

Segundo alguns autores1, assim que o regime Nacional-Socialista se instalou na Alemanha, os projectos europeus foram parar aos “arquivos”2. Para outros, a Europa pensada pelos regimes fascistas era “a negação da própria essência europeia”3 ou um sonho com “formas anormais”4. No fundo, todos eles partem do princípio que não existiram ideias europeístas. E se, ao contrário do que pensam, tiver existido uma concepção de Europa? ← 319 | 320 →

Na verdade, os vários regimes autoritários...

You are not authenticated to view the full text of this chapter or article.

This site requires a subscription or purchase to access the full text of books or journals.

Do you have any questions? Contact us.

Or login to access all content.