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Pela Paz! For Peace! Pour la Paix!

(1849–1939)

Series:

Edited By Maria Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo and Isabel Maria Freitas Valente

Peace is generally defined as a state of non-belligerency between states. This means that it is defined negatively as the absence of war. So is peace just a pause between two wars?
In French, the term is significant: peace is considered a slice of life between two conflicts. Thus, we speak of the early 20 th century as the «Belle Époque» and we talk about the «interwar period», which implies the failure of peace.
Twenty years after the end of the Great War, another, even more terrible conflict began. At the same time, an inversion of values took place in European minds that along with the horrors of war made it very difficult for any Franco-German reconciliation to take place. We would have to wait for the end of the Second World War and its consequences to speak of peace as a realistic utopia.
This volume brings together a number of articles in Portuguese, French and English – on topics such as «thinking peace», intellectuals and peace, federalism and universalism, religiosity and secularism, women and peace, and campaigns and mobility – from many prestigious experts and young researchers. They bring new ways of thinking and interdisciplinary perspectives, and provide an attentive, critical reading of the core subject. This volume proposes to substantiate concepts, projects, movements, speeches, images and representations, and to deepen the knowledge of the key personalities who thought about peace between 1849 and 1939.
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Despertar as mentes, difundir a paz. Propaganda e educação pacifista nos Congressos Universais de Paz (1889-1939)

Introdução

Extract

Despertar as mentes, difundir a paz

Propaganda e educação pacifista nos Congressos Universais de Paz (1889-1939)

Ana Henggler*

Resumo: Alicerçada num pacifismo de inspiração liberal e burguesa, decorreu entre 1889 e 1939 uma série de encontros internacionais, denominados Congressos Universais de Paz. Com uma orgânica própria, os Congressos mantiveram-se atentos à realidade internacional e sistematizaram caminhos para a paz, ao mesmo tempo que salientaram a importância da adesão da população à causa pacifista. A promoção de uma cultura da paz e a concretização do proclamado “desarmamento moral” implicavam criar uma opinião pública consciente e vigilante, pelo que se tornou fundamental a definição de diretivas claras para a propaganda e educação pacifistas. Da palavra dita à palavra escrita, passando por símbolos e lugares de memória, os instrumentos de propaganda pacifista juntaram-se, assim, ao escrutínio pormenorizado de uma educação que se queria baseada nos princípios de justiça, solidariedade e respeito pelo Outro.

A partir de meados do século XIX, multiplicaram-se as iniciativas organizadas em defesa da paz mundial, com particular relevo para a intervenção da sociedade civil. O surgimento de movimentos pacifistas organizados, onde coexistiam tendências políticas e conceções sociais e económicas diversas, implicava a atuação concertada de associações e indivíduos. Salientou-se, em particular, o dinamismo do pacifismo de inspiração liberal e burguesa: alicerçar uma...

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