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Antropofagias: um livro manifesto!

Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade

Edited By Eduardo Jorge De Oliveira, Pauline Bachmann, Dayron Carrillo Morell and André Masseno

Inseparável da personalidade de Oswald de Andrade e da sedição implícita em seu chamado para a "absorção do sagrado inimigo", o "Manifesto Antropófago" (1928) representa uma das mais arrumadas alegações do modernismo literário no Brasil. Antropofagias: um livro manifesto! convida a (re)ler as diretrizes antropológicas do pensamento oswaldiano e suas declinações nas artes e letras brasileiras. Sem pretender ser um documento histórico, o caráter manifesto deste volume visa marcar uma presença na análise do consumo cultural que distingue a produção de conteúdo estético do Modernismo, com ensaios que abordam a validade e as mutações epistemológicas de um texto em constante diálogo com os contextos crítico-históricos em que se desenvolveu a noção do que significa ser antropófago.

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Diante da lei – da gramática – da história Oswald de Andrade, poeta das exceções: (Eduardo Sterzi)

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Eduardo Sterzi

Oswald de Andrade, poeta das exceções1

“Não sou eu que rimo. É a poesia que vem no infinito dos verbos, no gerúndio, no pronome. Minha sacola é pobre. Tenho a ignorância dos cancioneiros e meus recursos não vão além dos da Gaya Scienza. Sou um homem da aurora” (Andrade [1943] 2004: 76).

 

“O que haverá atrás de uma porta? […] Pode ser a girafa, o oficial de justiça, a metralhadora, a poesia!” (Andrade [1937] 2005: 188).

Resumo: O exame do teor político da obra poética oswaldiana deixa claro que, quando a poesia toca a política, a ideia de política não se transforma menos do que a ideia de poesia. Porém, para se compreender como se dá essa transformação recíproca na obra de Oswald de Andrade —transformação que tem suas consequências tanto no plano da prática poética quanto no plano da reflexão teórica e crítica — talvez seja preciso, antes de tudo, compreender a importância da ideia de lei em seu pensamento, especialmente no modo como concebia as relações entre poesia, gramática e história.

Palavras-chave: Poesia, Política, Gramática, História, Oswald de Andrade.

Todos conhecemos a parábola “Diante da lei”, que Kafka publicou como conto em Um médico rural (1919) e que também deixou como parte...

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