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Antropofagias: um livro manifesto!

Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade

Edited By Eduardo Jorge De Oliveira, Pauline Bachmann, Dayron Carrillo Morell and André Masseno

Inseparável da personalidade de Oswald de Andrade e da sedição implícita em seu chamado para a "absorção do sagrado inimigo", o "Manifesto Antropófago" (1928) representa uma das mais arrumadas alegações do modernismo literário no Brasil. Antropofagias: um livro manifesto! convida a (re)ler as diretrizes antropológicas do pensamento oswaldiano e suas declinações nas artes e letras brasileiras. Sem pretender ser um documento histórico, o caráter manifesto deste volume visa marcar uma presença na análise do consumo cultural que distingue a produção de conteúdo estético do Modernismo, com ensaios que abordam a validade e as mutações epistemológicas de um texto em constante diálogo com os contextos crítico-históricos em que se desenvolveu a noção do que significa ser antropófago.

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Consumindo o consumoLinguagem-Brasil e antropofagia cultural nos anos 60/70: (André Masseno)

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André Masseno

Linguagem-Brasil e antropofagia cultural nos anos 60/70

O português ficou comovido de achar Um mundo inesperado nas águas E disse: Estados Unidos do Brasil

(Andrade, 2017: 120)

Resumo: A partir do final dos anos 60, Oswald de Andrade retomaria a cena cultural brasileira através das propostas implícitas no “Manifesto antropófago” de 1928, tais como a reescritura crítica do Brasil pela inversão da clássica seta histórica da “condição bárbara/primitiva” como estágio primário da ascese à civilização; a ênfase sobre a relação simétrica entre culturas; a positivação das culturas periféricas diante do avanço modernizador, e acusadas frequente de atraso (e falta de originalidade) perante as supostas metrópoles-símbolos da modernidade. Algumas produções artísticas dos anos 60/70 revisitaram o manifesto oswaldiano em prol de uma mirada criticamente irônica para um Brasil dominado por uma ditadura civil-militar ansiosa por forjar uma imagem unívoca de nação e cultura tipicamente brasileiras. Artistas como José Celso Martinez Corrêa, Hélio Oiticica e José Agrippino de Paula vislumbravam uma linguagem-Brasil que não desconsiderasse a entrada massiva da indústria cultural no país. Levando em consideração tais pressupostos, o presente ensaio assinala como a releitura do “Manifesto antropófago” no Brasil dos anos 60/70 inscreve uma nova etapa da antropofagia cultural, em prol de uma linguagem-Brasil em um mundo globalizado, constituído...

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