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Espaços, tempos e vozes da tradução

Entre literaturas e culturas de língua portuguesa e língua alemã

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Edited By Kathrin Sartingen and Susana Kampff Lages

A tradução é tanto um recurso indispensável à sobrevivência, quanto o fundamento de novos mundos, materiais e imateriais. A dimensão ontológica e fenomenológica da tradução é desdobrada nos ensaios reunidos neste livro por pesquisadores dedicados à prática da tradução para dela extrair consequências teórico- críticas. Os textos aqui reunidos focalizam traduções intermediais, entre lugares físicos e figurados e entre línguas. Num mundo globalizado, onde novas mídias e linguagens surgem a todo instante, traduzir não só línguas mas também universos culturais complexos é tarefa a ser sempre de novo reproposta. É essa faceta da tradução que os textos desta coletânea apresentam a partir de uma renovada perspectiva que atualiza teorizações clássicas. A dimensão criativa e inventiva da tradução é mais uma vez lembrada e aqui apresentada como indispensável à superação dos desafios a vir.

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Verzweigte Übersetzungslinien in der Eroberung von Flórida: Fidalgo de Elvas’ Relaçãm verdadeira (Romana Radlwimmer)

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Romana Radlwimmer

Ab Ende des fünfzehnten Jahrhunderts findet mit der Kolonisierung und Missionierung Amerikas eine der größten Übersetzungsmaschinerien der Frühen Neuzeit statt. Es geht, aus portugiesischer Sicht, um Übersetzen im doppelten Sinn, als Über-Setzen zwischen Kontinenten, als Über-Setzen der neu angetroffenen kulturellen und linguistischen Gegebenheiten. In seinem am 1. Mai 1500 unterzeichneten Brief an Manuel I, der als detaillierter und relevanter Bericht zur Entdeckung Brasiliens in die Literaturgeschichte einging, betont Pero Vaz de Caminha die Notwendigkeit der Verständigung mit der lokalen Bevölkerung:

[...] pareçeme jemte de tal jnoçencia que se os home[m]‌ emtendese e eles anos. que seriam logo xpaãos por que eles nõ teem nem emtendem em nhuu[m]a creemça segº pareçe. Epor tamto se os degradados que aqui am de ficar. aprenderem bem a sua fala eos em tenderem. / nom doujdo segº asanta tençam de vosa alteza fazeremse xpaãos e creerem na nossa samta fé. aaqual praza anosso Snõr que os traga. / por q[ue] çerto esta jente he boa e de boa sijnprezidade e enpremarsea ligeirame[n]te neeles qualq[eu]r cru nhoque lhes quiserem dar [...]

[Parece-me gente de tal inocência que, se os home[ns] entendesse[m]‌ [sic] e eles a nós, que seriam logo cristãos, porque eles não têm nem entendem em nenhuma crença, segundo parece. E, portanto, se os degradados que aqui hão-de ficar...

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