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Dinâmicas Afro-Latinas

Língua(s) e História(s)

Juanito Ornelas de Avelar and Laura Álvarez López

A tentativa de compreender como nascem as variedades de uma língua não pode ser dissociada da investigação sobre os aspectos históricos que permeiam a emergência dessas variedades. Da mesma forma, estabelecer a história de uma comunidade requer a observação de elementos que participaram de sua constituição social, cultural, política, econômica etc., entre os quais a língua ocupa um lugar de destaque. Língua e história se entrelaçam: uma não existe sem a outra. Esta coletânea aborda temas que interessam ao estudo dos contatos entre africanos e europeus na América Latina e na África, focalizando aspectos históricos e linguísticos relacionados ao papel dos africanos e suas línguas na gênese de novas variedades do português e do espanhol.
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O conceito de Português Afro-Indígena e a comunidade de Jurussaca

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1. Introdução2

Com o desenvolvimento dos estudos linguísticos no Brasil, a partir da década de 1960, e a criação de projetos integrados de pesquisa, vê-se surgir, nas universidades, um movimento fortemente empenhado em descrever a gramática da variedade de português falada no país, ao mesmo tempo que se cotejavam as variedades brasileira e portuguesa, firmando daí a dicotomia PB (português brasileiro)/PE (português europeu)3. Para a definição do PB (variedade culta, falada por pessoas com formação universitária – noção presente nas bases do projeto NURC), o parâmetro “escolaridade” foi tomado como a “fronteira” que o delimita e o coloca em oposição ao PVB (Português Vernacular Brasileiro), ligado às variedades de língua faladas pela maior parte da população analfabeta ou quase analfabeta rural e, também, por populações urbanas, pertencentes aos ← 149 | 150 → estratos sociais mais baixos. O estudo dessas variedades nacionais deu lugar à dicotomia: PB/PVB4.

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